Um Campo de Férias à descoberta de um “Castelo” (“In Sight”)

MTA-Centro de Elvas-Portugal

De 1 a 5 de julho de 2026, 45 jovens, entre participantes e monitores, reuniram-se na Quinta de S. João a 11 km de Elvas, para um campo de Férias que, este ano, tinha um tema bem teresiano: “Há descoberta de um Castelo, in Sight”. Sim, bem dentro de nós.

A Quinta, que nos foi cedida, gratuitamente, pela Fundação Gonçalves, possui todas as condições para estes dias de Verão. Muitos espaços verdes, água abundante, tanques para banhos, camaratas para dormir, refeitório, cozinha, capelas, espaços frescos para reflexões, campo de jogos, espaços relvados para as longas noites de convívio, atividades lúdicas, oração, etc. 

Um dia antes os monitores reuniram-se com a irmã Maria de Fátima Magalhães, assessora do MTA de Elvas, para uma manhã de reflexão sobre como fazer o “quarto de hora de Oração”, proposto por Santo Henrique de Ossó e como ensinar os outros a fazê-lo, formas de acolhimento aos participantes que iriam chegar, pela tarde, e decoração dos espaços de forma juvenil, alegre e atraente. 

Na tarde do dia 1 de julho chegaram os participantes em número de 35, que foram acolhidos por uma equipa de 10 monitores. Uma equipa de 8 adultos do MTA, colaboraram, também, com a irmã Fátima no apoio à cozinha, às compras e na arrumação de louças e refeitório.

Todos juntos formamos uma verdadeira Comunidade Sinodal com um ideal comum:

 Descobrir Deus no nosso Castelo Interior. (“ in sight”)

Um cartaz grande, com um castelo desenhado, estava sempre presente em cada momento de oração e reflexão e os monitores responsáveis iam refletindo, com todos, os modos de entrar no nosso castelo interior, utilizando metáforas teresianas, tempos de silêncio, trabalhos de grupos, reflexão pessoal escrita no, “diário de campo”, que cada participante possuía, canções adaptadas ao tema, poemas, textos do evangelho, etc. e assim iam dando “passos” para entrar no Castelo, descobrindo emoções, defesas, fortalezas, feridas, relações, desafios e pontes que funcionam como “portas” para entrar no Castelo ou para nos afastar dele. Sobretudo, nos longos momentos de oração e reflexão pela fresca noturna, foram descobrindo que Teresa de Jesus tem razão quando diz “que a porta para entrar é a Oração” e assim demos graças a Deus pelo “quarto de hora de oração” que Henrique de Ossó nos deixou como legado, e pelas pessoas que à nossa volta nos ajudam a crescer espiritualmente, nos ensinam a construir pontes, a esperar, a acreditar a confiar e a amar. Ninguém entra no Castelo sozinho. Pela porta principal que é a da Oração, entram connosco os que amamos e os que guiaram os nossos passos até ao centro do castelo, A conclusão final foi que, parafraseando Santa Teresa é de que “não somos ocos por dentro”, que “somos habitados/as” e que no centro “do nosso Castelo interior mora Deus”.

Entre estas reflexões ao ritmo da espiritualidade de Teresa e Henrique não faltaram momentos de jogos lúdicos, banhos no tanque e na Piscina de uma família amiga, que morava ao lado, caminhadas, atividades solidárias, etc.

O Campo de Férias terminou com uma Eucaristia de ação de graças com a presença das famílias, monitores e todos os colaboradores do MTA de adultos.

Apesar do cansaço, das preocupações e do calor intenso que se fazia sentir, nessa semana, o Campo de Férias valeu  a pena porque nos aproximou mais de Deus, que nos habita no mais profundo do nosso coração, e nos aproximou uns dos outros pelas boas relações que se criaram de amizade, de ajuda mútua e de mais confiança entre todos. Saímos mais felizes e unidos. Concluímos que Henrique de Ossó tem razão quando diz:

“se pensarmos apenas em nós jamais seremos felizes”

Maria de Fátima Magalhães,stj